terça-feira, 21 de maio de 2013

Energias renováveis

A energia renovável é aquela provida de fontes capazes de se regenerar por meios naturais, portanto, são considerados inesgotáveis. Também é conhecida por energia limpa, pois durante o processo de produção de energia é gerado nenhum, ou poucos, resíduos poluentes.
Estas energias podem ser:

• Energia Solar 
A energia do Sol pode ser convertida em eletricidade ou em calor, como por exemplo os painéis solares fotovoltaicos ou térmicos para aquecimento do ambiente ou de água;



• Energia Eólica 
A energia dos ventos que pode ser convertida em eletricidade através de turbinas eólicas ou aerogeradores;



• Energia Hídrica 
A energia da água dos rios, das marés e das ondas que podem ser convertidas em energia elétrica, como por exemplo as barragens;



• Energia Geotérmica
A energia da terra pode ser convertida em calor para aquecimento do ambiente ou da água;



Além das fontes energéticas renováveis mencionadas, outras também podem ser consideradas, como a energia solar, a biomassa ou até o hidrogénio, que ultimamente tem sido utilizado como combustível, principalmente nos transportes.


quarta-feira, 15 de maio de 2013

Textura das rochas metamórficas

Um critério importante para a classificação das rochas metamórficas é a foliação. A foliação é um aspecto da textura caracterizado pela existência de estruturas planares, resultantes do alinhamento paralelo de certos minerais, por acção de tensões dirigidas. Em relação à foliação, as rochas metamórficas podem ser classificadas em rochas foliadas e rochas não foliadas.
A clivagem, xistosidade e bandado gnaissico são três tipos de foliação característicos de rochas de baixo, médio e alto grau de metamorfismo respectivamente.

Textura foliada

Clivagem

Foliação característica de rochas de baixo grau como resultado da orientação paralela de certos minerais face a forças compressivas, originando fissilidade evidente na rocha. Isto permite que a rocha se divida em laminas mais ou menos paralelas sendo lisas ao tacto.


Xistosidade

Foliação característica de rochas de metamorfismo de médio grau em que as superfícies de fissilidade se apresentam mais brilhantes e irregulares devido ao maior desenvolvimento dos minerais micáceos.

Bandado gnáissico

Tipo particular de foliação, em que as rochas originadas em metamorfismo de alto grau em que os minerais de cor clara são segregados dos minerais lamelares produzindo um bandado característico. A fissilidade destas rochas é reduzida.

Textura não foliada ou granoblástica

Um outro tipo de textura que pode ser identificada em certas rochas metamórficas é a textura não foliada ou granoblástica. Rochas como o quartzito, o mármore e as corneanas apresentam este tipo de textura relacionados com o metamorfismo de contacto.


sexta-feira, 10 de maio de 2013

Tipos de metamorfismo

De acordo com a intensidade relativa dos factores de metamorfismo e da extensão da área atingida, podem definir-se os diferentes tipos de metamorfismo, dos quais se destacam o metamorfismo regional e o metamorfismo de contacto.

Metamorfismo regional

Este tipo de metamorfismo actua em extensas áreas a profundidades de temperatura e tensões elevadas, geralmente associadas a fenómenos tectónicos que ocorrem nos limites convergentes de placas, relacionando-se com processos orogénicos.

Algumas rochas deste tipo de metamorfismo são a ardósia, o filito, o micaxisto e o gnaisse.

Metamorfismo de contacto

Neste tipo de metamorfismo os factores determinantes são o calor e a circulação de fluidos. O metamorfismo de contacto ocorre em zonas de contacto com uma intrusão magmática, que aquece e liberta fluidos para as rochas encaixantes. Estas rochas começam a ser metamorfizadas ao longo de uma zona envolvente designada por auréola de metamorfismo ou metamórfica. Os fluidos que se libertam na zona de contacto circulam nas rochas encaixantes e no próprio corpo magmático, promovendo reacções químicas que levam à formação de novos minerais.

As rochas conhecidas como corneanas resultam da alteração das rochas encaixantes, que estão em contacto directo com o magma da intrusão. Os quartzitos e o mármore são exemplos de outras rochas formadas sobre influência do calor das intrusões, respectivamente, a partir da recristalização de arenitos e calcário.



sábado, 4 de maio de 2013

Fatores de metamorfismo

Os processos de metamorfismo que ocorrem em rochas pré-existentes dependem da atuação de um conjunto de fatores de metamorfismo, que determinam o grau de instabilidade dessas rochas.

Tempo
  •  É um dos fenómenos relevantes para a formação de rochas metamórficas;  
  • Os fenómenos metamórficos ocorrem de forma muito lenta, sendo os efeitos do metamorfismo atingidos só ao fim de dezenas de milhões de anos;  
  • Possibilita a reorganização mineralógica e os reajustamentos texturais e estruturais das rochas;
  • Quanto maior o tempo de duração e atuação dos outros fatores:
    •  Maior o aumento de pressão e temperatura.
    • Maior o grau de metamorfismo.
Pressão
  • As rochas metamórficas são formadas a diferentes profundidades;
  •   À medida que aumenta a profundidade as rochas são sujeitas a forças geradoras de estados de tensão;
  • Uma das forças geradoras de tensão é a PRESSÃO;  
  •  Resulta do peso exercido pela coluna de rochas suprajacentes e pelos movimentos tectónicos;
  • Modifica a estrutura, o arranjo dos minerais;  
  • A pressão pode ser:

o   litostática
o   Não litostática
Temperatura
  • Afeta de forma significativa a composição mineralógica e a textura das rochas;
  • O aumento da temperatura provoca agitação dos átomos que facilita as reações entre si.
  •   Para que ocorra metamorfismo a temperatura varia entre os 100 a 800ºC.
  • A proveniência das fontes de calor pode ser:
    • Calor interno da Terra – remanescente da formação da Terra e do decaimento dos minerais radioativos;
    •  Calor fornecido pelas intrusões magmáticas;
    •   Calor produzido pelas fricções dos movimentos orogénicos;


Fluídos  
  • Circulam no interior das rochas e são responsáveis por muitas das alterações químicas e mineralógicas que ocorrem durante o metamorfismo;
  • Reagem com as rochas trocando átomos e/ou iões podendo levar à substituição completa de um outro, alterando a composição química e mineralógica
  • Durante o metamorfismo de uma rocha pode ocorrer formação de fluidos provenientes da rocha original. Por exemplo, o argilito (rocha sedimentar) é rocha rica em água (retida nos poros, ou fazendo parte da sua constituição; durante a sua metamorfização este desidrata progressivamente, em função do aumento da pressão e da temperatura, originando um fluido indutor do metamorfismo.



terça-feira, 30 de abril de 2013

Deformação das rochas


As rochas sedimentares e magmáticas quando submetidas a condições de pressão e temperatura diferentes das que presidiram à sua génese, podem sofrer deformação.
Assim, origina-se uma alteração das rochas pela ação de forças de tensão exercidas sobre o material rochoso, com origem na mobilidade da litosfera e no peso de camadas suprajacentes. De acordo com a Teoria da Tectónica de Placas, a litosfera encontra-se fraturada em placas, podendo estas convergir, divergir ou deslizar entre si estando as rochas que as compõem sujeitas assim, a fortes estados de tensão.
A tensão é a força exercida por unidade de área. Em resposta a um estado de tensão as rochas deformam-se, podendo ocorrer a alteração de volume ou alteração da forma das rochas ou, como é comum, alterar simultaneamente os seus volume e forma. As deformações mais comuns apresentam-se sob o aspeto de dobras e falhas. As rochas estão sujeitas a vários tipos de tensões – tensão de compressão, tensão de distensão e tensão de cisalhamento.

Os materiais rochosos podem apresentar diversos tipos de deformações em resposta às tensões que suportam. Assim, as deformações podem ser elásticas, plásticas ou deformações por rutura.
As deformações elásticas são proporcionais ao esforço aplicado e são deformações reversíveis, ou seja, quando a força de tensão que provocou a deformação elástica é retirada, o material rochoso volta ao seu estado inicial.
Quando o limite de elasticidade das rochas é ultrapassado, estas entram em rutura ou passam a sofrer deformações plásticas, que são irreversíveis, ficando o material rochoso permanentemente deformado. São deformações contínuas, não se verificando descontinuidade entre as partes contíguas do material deformado, tal como acontece nas dobras.
Se o limite de plasticidade das rochas for ultrapassado, estas passam a sofrer deformações por rutura. As deformações por rutura são irreversíveis e descontínuas, pois não se verifica continuidade entre as partes contíguas do material rochoso formado, tal como acontece nas falhas.



Adaptado de: http://maisbiogeologia.blogspot.pt/2009/04/deformacao-das-rochas-falhas-e-dobras.html



sábado, 27 de abril de 2013

Diversidade das rochas magmáticas

A classificação das rochas magmáticas tem como base fundamental dois critérios: a composição mineralógica e a textura.

Composição mineralógica

A caracterização das rochas é feita, sobretudo, atendendo à sua percentagem em sílica.



Cor

A cor da rocha está relacionada com a abundância relativa de minerais que constituem a rocha.
  • Rochas leucocratas - apresentam cor clara, devido à predominância de minerais claros (minerais félsicos - sílica e alumínio). 
Rocha leucocrata
  • Rochas melanocratas - apresentam cor escura, devido à predominância de minerais escuros (minerais máficos - ferro e magnésio). 
  • Rocha melanocrata
  • Rochas mesocratas - apresentam cor intermédia sem predominância de qualquer um dos diferentes tipos de minerais.
    Rocha mesocrata

Textura

A textura das rochas depende, essencialmente, do modo como ocorreu o arrefecimento do magma que está na sua origem. Assim, podem-se distinguir dois tipos de textura.

  • Textura granular ou fanerítica 

Os diferentes cristais da rocha são visíveis macroscopicamente. Característica de rochas plutónicas, com arrefecimento lento do magma (granito, gabro e diorito).

Granito
  • Textura agranular ou afanítica 

A rocha é formada, por cristais tão pequenos que não se distinguem uns dos outros macroscopicamente. Característica de rochas vulcânicas, com arrefecimento rápido do magma (basalto, riólito, andesito).


Basalto

Adaptado de: http://estudante-de-biogeo-11.blogspot.pt/2009/03/diversidade-de-rochas-magmaticas.html

domingo, 21 de abril de 2013

Diferenciação das rochas magmáticas

Um só tipo de magma pode originar originar diferentes diferentes tipos de rochas porque:
  • O magma é uma mistura complexa de substâncias minerais;
  •  A cristalização desses minerais ocorre a temperaturas diferentes dado serem diferentes os seus pontos de solidificação;
  • Com o arrefecimento, do contínuo processo de cristalização resulta um magma residual de composição continuamente alterada.
Assim a génese dos minerais ocorre segundo uma ordem definida da qual resulta uma diferenciação magmática, por cristalização fraccionada (isto é, em tempos diferentes).

Bowen (1887‐1956) foi o primeiro cientista a estabelecer a sequência de reacções que ocorrem no magma durante a diferenciação.
Segundo Bowen existem duas séries de reacções:

  •  Série dos minerais ferromagnesianos ou série descontínua.
  • Série das plagioclases ou série contínua.

Assim através da observação da imagem pode-se concluir que primeiramente cristalizam os minerais de ponto de fusão mais elevado (olivinas, piroxenas e plagioclases cálcicas) e, seguidamente, os de ponto de fusão mais baixo (anfíbolas, biotite, plagioclases sódicas, feldspatos potássicos,moscovite e quartzo).