sexta-feira, 5 de abril de 2013

O que são fósseis?

Fósseis são restos preservados de plantas ou animais mortos que existiram em eras geológicas passadas. Em geral apenas as partes rígidas dos organismos se fossilizam – principalmente ossos, dentes, conchas e madeiras. Mas às vezes um organismo inteiro é preservado, o que pode ocorrer quando as criaturas ficam presas em resina de âmbar; ou então quando são enterradas em turfeiras, depósitos salinos, piche natural ou gelo.
As melhores condições para a fossilização surgiram durante sedimentações rápidas, principalmente em regiões onde o leito do mar é profundo o bastante para não ser perturbado pelo movimento da água que há por cima.
Em termos gerais, todo fóssil deve ter a mesma idade do estrato de rocha onde se encontra ou, pelo menos, deve ser mais jovem que a camada diretamente abaixo e mais velho que a camada diretamente acima dele.
Existe, porém, um pequeno número de exceções, quando o estrato provém de alguma rocha mais velha e se depositou numa rocha mais nova através de processos de sedimentação ou metamorfose. Portanto, quando o cientista sabe a idade da rocha é capaz de calcular a idade do fóssil. 
Fóssil de um peixe

quarta-feira, 13 de março de 2013

Formação das rochas sedimentares e respetiva classificação

As rochas sedimentares são um tipo de rochas compostas por sedimentos provenientes de outras rochas, ou até mesmo de si, que se formam à superfície ou perto dela, e que ocupam cerca de 75% da área dos continentes.
O processo de formação das rochas sedimentares implica dois processos fundamentais: 
  • Sedimentogénese - elaboração dos materiais que as vão constituir até à sua deposição.
  • Diagénese - evolução posterior dos sedimentos, conduzindo à formação de rochas consolidadas.

Formação das Rochas Sedimentares




Relativamente à origem dos seus sedimentos, as rochas sedimentares podem ser classificadas como: detríticas, quimiogénicas ou biogénicas
Rochas sedimentares detríticas – predominantemente constituídas pelos detritos de outras rochas, resultantes do processo de meteorização de outras rochas já existentes. As rochas sedimentares detríticas apresentam-se de duas formas, podendo ser:
  • não consolidadas, como depósitos de balastros, areias, siltes e argilas. 
  • consolidadas, formadas pela consolidação destes mesmos sedimentos detríticos por diagénese.


Rochas sedimentares quimiogénicas – rochas originárias do processo de precipitação de minerais em solução. Neste grupo temos como exemplos, o calcário, o gesso e o sal-gema.

Rochas sedimentares biogénicas – são rochas constituídas por sedimentos de origem biológica, resultantes de restos físicos de seres vivos ou da sua atividade. Exemplos: calcários biogénicos, os carvões e os produtos petrolíferos. 

  • Calcários biogénicos - Muitos organismos aquáticos fixam carbonatos. Após a morte, esses seres depositam-se no fundo do mar, formando um sedimento biogénico. A parte orgânica normalmente é decomposta e as conchas acabam por ser cimentadas, evoluindo para calcários consolidados.
    • Calcários conquíferos – formados pela acumulação de conchas e de moluscos, posteriormente cimentadas.

    •  Calcário recifal – formados a partir de recifes de coral.
  • Carvões - Forma-se em ambientes continentais pantanosos, ou zonas de difícil drenagem de água. Nestas zonas, a parte inferior dos musgos e outras plantas herbáceas transforma-se ou seja, dá-se uma decomposição lenta de tecidos lenhosos e celulose, devido à ação de microrganismos anaeróbios, num produto carbonoso, rico em matérias voláteis, chamado turfa. A evolução do carvão a partir da turfa designa-se por incarbonização e processa-se através dos estádios de lignito, carvão betuminoso e antracito.

  • Petróleo -Forma-se a partir de matéria orgânica de origem aquática. A morte dos organismos leva à deposição de matéria orgânica no fundo de um ambiente sedimentar onde sofre decomposição parcial, pelo facto de o ambiente ser anaeróbio ou de o material ser rapidamente coberto por sedimentos. A continuação da sedimentação leva ao afundimento da matéria orgânica que é sujeita ao aumento da temperatura e da pressão. As propriedades físicas e químicas da matéria orgânica vão sendo alteradas e esta é convertida em hidrocarbonetos líquidos, como o petróleo, alguns gasosos, como o gás natural e outros sólidos, como os betumes ou asfaltos.

Esta evolução ocorre na rocha-mãe, que é uma rocha de granulometria fina. A baixa densidade dos hidrocarbonetos faz com que migrem da rocha-mãe, acumulando-se numa rocha-armazém que é porosa e permeável. Sobre esta, existe outra rocha, pouco permeável, que impede a progressão do petróleo até à superfície, designando-se por rocha-cobertura. 
As armadilhas petrolíferas são assim, estruturas geológicas favoráveis à acumulação de petróleo, que impedem a sua migração até à superfície. 


Fontes: http://geowalkers.wordpress.com/2011/05/18/rochas-sedimentares/
           
            

sexta-feira, 8 de março de 2013

Propriedades dos minerais


Na identificação dos minerais, isto é, de corpos sólidos com estrutura cristalina, naturais, inorgânicos e com composição definida ou variável dentro de certos limites, recorre-se a um conjunto de propriedades químicas e físicas. O conhecimento destas propriedades, bem como da maneira prática das investigar, é bastante útil na sua identificação.


Propriedades físicas - Estas são as propriedades mais divulgadas na identificação dos minerais, já que alguns ensaios químicos implicam custos muito elevados. As propriedades físicas mais comuns utilizadas para a identificação dos minerais são: cor, brilho, traço ou risca, dureza, clivagem e densidade.


Cor - A cor de um mineral deve ser observada numa superfície de fractura recente, à luz natural. A cor depende da absorção, pelos minerais, de certos comprimentos de onda do espectro solar quando este incide sobre eles.
Há minerais que apresentam sempre a mesma cor, qualquer que seja a amostra observada – minerais idiocromáticos – enquanto que outros, como o quartzo, podem apresentar diversas cores – minerais alocromáticos. 



Brilho - É o modo como o mineral reflete a luz natural em superfícies não alteradas. É hábito considerar dois tipos de brilho: metálico e não metálico. Por vezes usa-se o termo submetálico para designar o brilho de alguns minerais que têm brilho semelhante ao metálico, mas menos intenso.


Traço ou risca - O traço ou risca é a cor que um mineral apresenta quando reduzido a pó. Frequentemente a cor do traço de um mineral não coincide com a sua cor. No entanto, diferentes variedades da mesma espécie mineral exibem sempre traço com a mesma cor. Isto é, o traço é uma propriedade constante, enquanto que a cor pode ser uma propriedade variável.


Dureza - A dureza de um mineral é a resistência que ele oferece ao ser riscado por outro. A escala de dureza mais utilizada é a de Mohs, constituída por 10 termos.
A dureza de um mineral é igual à do mineral da escala, se se riscam mutuamente. Se o mineral em causa riscar determinado termo e não riscar o imediatamente a seguir, então a sua dureza estará compreendida entre os dois termos.



Clivagem - A clivagem é uma propriedade física de um mineral que consiste em dividi-lo, por aplicação de uma força, segundo superfícies planas e brilhantes, de direções bem definidas e constantes. Os planos de clivagem correspondem a superfícies de fraqueza da estrutura cristalina dos minerais. Alguns minerais apresentam clivagem fácil como, por exemplo, a calcite e as micas; outros dificilmente a manifestam.

Fratura - A fratura corresponde à desagregação em fragmentos com superfícies mais ao menos irregulares, sem direção privilegiada. Esta propriedade revela que todas as ligações são igualmente fortes, qualquer que seja a direção considerada.

Densidade - A densidade de um mineral depende da sua estrutura cristalina, nomeadamente da natureza dos seus constituintes e do seu arranjo, mais ou menos compacto.


Fonte: http://soraiabiogeo.blogs.sapo.pt/8804.html

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Tipos de rochas

Existem três grandes grupos de rochas que compõem a crosta do planeta Terra, que quanto à sua natureza podem ser: 
  • Magmáticas - Formam-se da consolidação do magma.

    • Quando formadas em profundidade, são chamadas de intrusivas ou de plutônicas. (Exemplo: granito)
    • Quando formadas na superfície, são denominadas vulcânicas ou eruptivas. (Exemplo: basalto)
Basalto
Granito











  • Metamórficas - resultam da transformação de outras preexistentes, tanto das magmáticas, tanto das sedimentares, devido a elevadas temperaturas e pressão. Como exemplo, temos alguns gnaisses, formados a partir do metamorfismo dos granitos, e o mármore, formado a partir do calcário, que é uma rocha sedimentar.
Gnaisse
Mármore











  • Sedimentares - podem ser formadas por deposição de detritos, originados da ação erosiva, de qualquer outra rocha. Existem também as rochas formadas por precipitação química e por acúmulo de restos orgânicos. 
Arenito

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Geologia

Entrando agora na parte de Geologia, iniciamos o estudo ao tema: "Ocupação antrópica e problemas de ordenamento", realizando um trabalho sobre as zonas costeiras e as zonas de vertente, o qual se encontra disponível de seguida.




quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

Taxonomia e Nomenclatura

Tal como referimos anteriormente, a sistemática inclui a taxonomia e a história evolutiva dos seres vivos. O desenvolvimento da taxonomia ocorreu no século XVIII com  a obra de Lineu. Grande parte das regras de nomenclatura hoje utilizadas tiveram origem nos trabalhos de Lineu. Nas classificações biológicas consideram-se sete categorias principais de taxa: Espécie, Género, Família, Ordem, Classe, Filo e Reino.

Regras de nomenclatura binomial:


  • A designação dos taxa é feita em língua latina, pois sendo uma língua morta, mantém-se imutável, não esta sujeita a uma evolução. Os cientistas de todo o mundo utilizam a língua latina para designar os grupos taxonómicos. 
  • Lineu desenvolveu um sistema de nomenclatura binominal para designar as espécies. O nome da espécie consta sempre de duas palavras latinas ou latinizadas: a primeira é um substantivo escrito com inicial maiúscula e corresponde ao nome do género a que a espécie pertence; a segunda palavra, escrita com inicial minúscula, designa-se por epíteto específico ou restritivo específico, sendo geralmente um adjectivo. Assim, por exemplo, o nome científico da abelha é Apis mellifera. O restritivo específico identifica uma espécie dentro do género a que pertence. 
  • A designação dos grupos superiores à espécie é uninominal, isto é, consta de uma única palavra, que é um substantivo, escrita com inicial maiúscula. 
  • O nome da família dos animais obtém-se acrescentando a terminação –idæ à raiz do nome de uma dos géneros. Nas plantas, a terminação que caracteriza a família é –aceæ. Há, no entanto, algumas excepções. 
  • Quando uma espécie tem subespécies, utiliza-se uma nomenclatura trinominal para as designar, isto é, escreve-se o nome da espécie seguido de um terceiro termo designado por restritivo ou epíteto subespecífico. 
  • Os nomes genéricos, específicos e subespecíficos devem ser escritos em tipo de letra diferente da do texto corrente. 
  • À frente da designação específica deve escrever-se, em letra do texto, o nome ou a abreviatura do nome do taxonomista que, pela primeira vez, atribuiu aquele nome científico é espécie considerada. Canis familiaris Lin. significa que foi Lineu o responsável por esta designação cientifica para o cão. 
  • Pode citar-se a data da publicação do nome da espécie, sendo essa data colocada a seguir ao nome do autor, separada por uma vírgula. 


Existem associações de taxonomistas que oficializam os nomes científicos dos organismos de acordo com as respectivas regras. Os nomes são assim os mesmos para todo o Mundo, o que facilita a comunicação científica.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Sistemática dos seres vivos

Necessidade de classificar

O mundo vivo é constituído por uma enorme variedade de organismos. Para estudar e compreender tamanha variedade, foi necessário agrupar os organismos de acordo com as suas características comuns, ou seja, classificá-los. Para que se possa continuar, é necessário ter em mente alguns termos, bem como o seu significado exato:

Sistemática – estudo da diversidade, descrição dos organismos, incluindo a sua filogenia; 
Taxonomia – estudo da classificação, incluindo nomes, normas e princípios; 
Classificação – ordenação dos seres vivos em grupos, com base em parentesco, semelhança morfológica, entre outros, e sua hierarquização. 

Evolução dos sistemas de classificação

Desde tempos imemoriais que a classificação dos organismos vivos teve como base a tentativa de organização e simplificação dos sistemas vivos. Logo os primeiros sistemas de classificação eram práticos e arbitrários, ou seja, classificava-se de acordo com a utilidade, interesse económico, etc.
Quando foi criado o primeiro sistema de classificação, por Aristóteles, as ferramentas utilizadas para a classificação dos seres vivos eram muito rudimentares, a ciência ainda não estava em desenvolvimento. 
Foi a partir do século XVII que começou o grande avanço na área da ciência com Galileu e Descartes. Em 1758 já se notava significativamente o progresso obtido na ciência, através do vasto trabalho de categorização de Lineu. Neste momento as ferramentas utilizadas são muito mais avançadas e tendem a evoluir cada vez mais. Dada a constante evolução das tecnologias e o progresso a nível do conhecimento científico, a sistemática também evoluiu, uma vez que esta reúne conhecimentos de áreas a si ligadas.